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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

"Cuidado para não serem eliminados" e "olho por olho, dente por dente". Irão ameaça EUA que dizem "estar a ganhar"

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"Cuidado para não serem eliminados" e "olho por olho, dente por dente". Irão ameaça EUA que dizem "estar a ganhar"

Ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afiançou que a aliança entre norte-americanos e israelitas está "a ganhar" a guerra com a Operação Fúria Épica. O Irão tem outra leitura e deixou avisos: "cuidado para não serem eliminados também!" e "olho por olho, dente por dente".

Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Morteza Nikoubazl - NURPHOTO via AFP

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Cerca de 700 cidadãos portugueses já regressaram do Médio Oriente

É a estimativa do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Esta terça-feira chega mais uma centena no voo da Emirates, acrescentou Emídio de Sousa.

"Houve três voos fretados pelo Estado português: dois pela Força Aérea e um voo pela TAP", começou por contextualizar Emídio Sousa, por telefone, à agência Lusa.

"No primeiro voo chegaram 24 cidadãos portugueses entre 39 cidadãos resgatados da região. No segundo, que foi o voo da TAP, vieram 139 portugueses e, no terceiro, que foi o de ontem [segunda-feira], chegaram mais 54 cidadãos portugueses", acrescentou o governante.

Emídio Sousa estimou que, se se acrescentarem os dados dos voos comerciais, como os das companhias Emirates e Etihad, já devem ter regressado a Portugal cerca de 700 portugueses.

Hoje está ainda prevista a chegada de mais uma centena de portugueses vindos num voo comercial da Emirates, indicou.

Segundo o `site` do aeroporto de Lisboa, o voo, que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, tem chegada prevista por volta das 20:00.

O secretário de Estado salientou que o Governo tem acompanhado a situação na região e tem proporcionado, inclusive, transporte terrestre para que os cidadãos portugueses consigam apanhar voos, mesmo que comerciais, para regressarem ao país.

Por outro lado, reiterou que, por agora, não estão previstos mais voos de repatriamento pelo Estado português - até porque no voo que chegou segunda-feira existiam ainda lugares disponíveis que não foram solicitados - e que os voos comerciais estão, mesmo que mais lentamente, a começar a dar resposta às pessoas.

Lusa
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RTP /

EUA usaram 5,6 milhares de milhões de dólares em munições em dois dias de ataques

A administração do presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter utilizado 5,6 milhares de milhões de dólares em munições durante os dois primeiros dias de ataques contra o Irão.

A informação foi divulgada num relatório apresentado às comissões do Congresso norte-americano, de acordo com uma fonte familiarizada com a informação, divulgado na terça-feira.

Os membros do Congresso, que poderão em breve ter de aprovar financiamento adicional para a guerra, manifestaram preocupação pelo facto de o conflito esgotar os stocks militares dos EUA, numa altura em que a indústria de defesa já enfrenta dificuldades em satisfazer a procura.

Na sexta-feira o presidente Donald Trump reuniu-se com executivos de sete empresas contratadas pela defesa, enquanto o Pentágono trabalhava para repor os stocks.

O custo com as munições é apenas uma parcela dos custos totais da guerra contra o Irão.
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Essencial do 11º dia de guerra até às 16h00

Os EUA afirmam que vão intensificar os ataques contra o Irão, enquanto os ataques continuam por todo o Médio Oriente. 

Veja o que precisa de saber:

  • Um alto responsável da segurança iraniana ameaçou Donald Trump, dizendo que este deveria ter cuidado "para que não seja eliminado", depois de o presidente norte-americano ter alertado contra a interrupção do fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz - em plena queda dos preços do petróleo, que atingiram um pico de quase 120 dólares por barril na segunda-feira, preço tem vindo a descer nas últimas horas.
  • Na rede X, o presidente do Parlamento iraniano advertiu que todos os ataques às infraestruturas do país terão resposta proporcional: "olho por olho, dente por dente".
  • O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, disse que hoje será o dia "mais intenso" dos ataques norte-americanos contra o Irão até à data, com "o maior número de caças, o maior número de bombardeiros e o maior número de ataques".
  • A UE apelou aos Estados que reduzam, se puderem, os impostos e taxas da fatura da luz, para reduzir preços, como os encargos de radiodifusão pública, por não terem ligação direta com a energia.
  • A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma "reunião extraordinária" para esta terça-feira, para avaliar uma possível "decisão" sobre a utilização de reservas estratégicas para conter a subida dos preços do petróleo.
  • O Ministério da Inteligência do Irão revelou que deteve no nordeste do Irão, um homem de nacionalidade estrangeira que espiava "para dois estados do Golfo em nome do inimigo americano-sionista", No mesmo comunicado, o Ministério acrescentou que foram detidos nos últimos dias 30 espiões, mercenários internos e agentes operacionais de Israel e dos EUA.
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Reforçada segurança em torno das embaixadas dos EUA e de Israel em Toronto e Otava

Após um tiroteio no consulado norte-americano em Toronto, o Canadá está a reforçar a segurança em torno das embaixadas e consulados dos EUA e de Israel em Toronto e Otava, informou um responsável da polícia canadiana. 

O superintendente-chefe da Polícia Montada Real do Canadá, Chris Leather, disse que o tiroteio no consulado está a ser investigado como um "incidente de segurança nacional".
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RTP /

British Airways alarga cancelamentos de voos para o Médio Oriente

A BA informou que os voos para Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Telavive foram cancelados até 28 de março, inclusive.

Os voos para Abu Dhabi só serão retomados em outubro, uma vez que esta rota opera apenas durante o inverno.

A companhia aérea afirmou que a atualização visa dar mais segurança aos passageiros.

A BA tem ainda dois voos de repatriamento de Omã para o Reino Unido previstos para esta semana, com bilhetes ainda à venda. A companhia aérea continua a operar com serviço reduzido para Larnaca, Chipre.
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Apelo da UE aos Estados. Sempre que possam reduzam impostos sobre energia

O comissário europeu da União Europeia para a Energia recomenda que os Estados, "sempre que possível", reduzam os impostos ou taxas adicionais da fatura da luz, para reduzir preços, como os encargos de radiodifusão pública, por não terem ligação direta com a energia.

Em conferência de imprensa no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Dan Jorgensen disse que, "se tiverem a oportunidade de reduzir os impostos sobre a energia, especialmente sobre a eletricidade, existe um enorme potencial".

O comissário admitiu uma redução potencial nas faturas dos consumidores até 200 euros por ano, em média.

A proposta surge no dia em que o executivo comunitário divulga um Pacote de Energia para os Cidadãos, com ações para baixar as faturas, facilitar a mudança de fornecedor e dar mais poder aos consumidores.

Segundo Bruxelas, os impostos e taxas sobre a electricidade representam cerca de 25 por cento do preço para as famílias e 15 por cento para as empresas.

"Estas devem ser medidas temporárias e direcionadas, pelo que não se fala em alterar fundamentalmente a estrutura de preços" na Europa, nem a "precificação do carbono", afirmou Jorgensen, apesar da pressão de alguns setores da indústria e de países como a Itália.

A UE está a monitorizar a situação "muito de perto para determinar se é necessário tomar medidas de emergência", enfatizou o comissário europeu, referindo-se às discussões em curso com a Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a possível utilização das reservas estratégicas de petróleo.

Não há problema de abastecimento na Europa neste momento, mas a situação é diferente noutras partes do mundo, observou.

"Estamos também muito conscientes de que esta situação está a evoluir muito rapidamente e que há também uma questão de preços que devemos levar muito a sério", acrescentou.

Até terça-feira, apenas dois países, Hungria e Chipre tinham colocado tetos máximos ao preço dos combustíveis, quando, quase em simultâneo, o preço do litro de gasolina em França ultrapassava os dois euros.

Portugal anunciou na semana passada a redução do imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos, ISP, solução que a UCE irá "monitorizar de perto".
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Defesas aéreas dos EAU intercetam nove mísseis balísticos e 35 drones

As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos detetaram hoje nove mísseis balísticos, destruindo oito e derrubando um no mar, informou o Ministério da Defesa do país.

Foram detetados outros 35 drones, dos quais 26 foram intercetados e nove caíram em território dos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com a publicação do Ministério da Defesa no Facebook, isto eleva o total de armamento iraniano dirigido aos Emirados Árabes Unidos para 262 mísseis balísticos (241 destruídos) e 1.475 drones (1.385 intercetados).

Os ataques resultaram em seis mortes, de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Nepal e Bangladesh.

"O Ministério da Defesa afirma estar em alerta máximo e pronto para lidar com quaisquer ameaças e combater firmemente tudo o que vise a desestabilização da segurança do Estado, garantindo a preservação da sua soberania, segurança e estabilidade, e protegendo os seus interesses e capacidades nacionais", declarou o Ministério da Defesa.
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"Olho por olho, dente por dente", ameaça Irão sobre ataques a infraestruturas

A ameaça de retaliação proporcional foi deixada pelo presidente do Parlamento iraniano na rede X.

O influente Mohammad Bagher Ghalibaf, um antigo oficial militar, escreveu "que o inimigo saiba que, independentemente do que fizer, haverá certamente uma resposta proporcional e imediata".

"Hoje, estamos a lutar olho por olho, dente por dente, sem concessões nem exceções", e "se atacarem as nossas infraestruturas, retaliaremos", acrescentou.

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RTP /

Dinamarca fecha temporariamente embaixada no Irão

A Dinamarca fechou temporariamente a sua embaixada em Teerão devido a preocupações de segurança no meio da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lökke Rasmussen, esta terça-feira.

“A situação de segurança está demasiado tensa para mantermos a embaixada aberta”, disse Rasmussen aos jornalistas, frisando que a decisão da Dinamarca estava em consonância com a de vários outros países europeus.
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RTP /

Agência Internacional de Energia em reunião extraordinária" sobre reservas estratégicas

A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma "reunião extraordinária" para esta terça-feira para avaliar uma possível "decisão" sobre a utilização de reservas estratégicas para conter a subida dos preços do petróleo, anunciou o seu diretor executivo, Fatih Birol.

Este encontro, que sucede a uma reunião anterior dos ministros da Energia do G7 por iniciativa de França, permitirá "uma avaliação do estado atual da segurança do abastecimento e das condições de mercado, com vista a apoiar uma decisão subsequente sobre a eventual libertação das reservas de emergência dos países membros da AIE para o mercado", afirmou Fatih Birol em comunicado de imprensa.
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Um é estrangeiro
RTP /

Trinta pessoas detidas no Irão por espionagem

O Ministério da Inteligência do Irão deteve um cidadão estrangeiro que, segundo o Governo, realizava espionagem em nome dos Estados Unidos e de Israel, e atuava como representante de dois países do Golfo, informou a comunicação social estatal esta terça-feira.

Este indivíduo, cuja nacionalidade não foi divulgada, "espionava para dois estados do Golfo em nome do inimigo americano-sionista" e foi detido no nordeste do Irão, afirmou o ministério num comunicado de imprensa publicado pela Mizan, a agência de notícias do poder judicial.

O Ministério afirmou ainda ter detido 30 espiões, mercenários internos e agentes operacionais de Israel e dos EUA nos últimos dias.
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RTP /

Israel não quer guerra sem fim com o Irão

O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, afirmou esta terça-feira que Israel não procura uma guerra interminável com o Irão e que vai coordenar com os Estados Unidos a decisão sobre quando terminar o conflito, que já dura há 11 dias.

“Consultaremos os nossos amigos americanos quando acharmos que é o momento certo para isso. Não procuramos uma guerra sem fim”, disse Saar aos jornalistas em Jerusalém, recusando-se a dizer quando é que a guerra poderá terminar.
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RTP /

Israel está a bombardear intensamente o sul do Líbano

As forças israelitas lançaram uma forte ofensiva junto à fronteira com o Líbano, tendo como alvo o Hezbollah.

Mais de 200 pessoas já morreram na sequência do ataque e 700 mil estão deslocadas no sul do Líbano, como contam os enviados da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
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RTP /

Funcionários da embaixada dos Países Baixos em Teerão transferidos para Baku

Haia decidiu transferir temporariamente os seus funcionários da embaixada do Irão para o Azerbaijão, anunciou esta terça-feira o ministro holandês dos Negócios Estrangeiros.

"Devido aos crescentes riscos para a segurança dos nossos funcionários, foi decidido transferir temporariamente as atividades da Embaixada dos Países Baixos no Irão para Baku, no Azerbaijão", declarou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Tom Berendsen, na plataforma de redes sociais X.

Berendsen indicou que continua a monitorizar a situação no Irão "de perto".

"Se a situação de segurança o permitir, decidiremos quando e de que forma a nossa embaixada no Irão poderá retomar as suas atividades em Teerão", acrescentou.
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RTP /

Países do G7 não descartam libertação conjunta de petróleo

Os ministros da Energia do Grupo dos Sete confirmaram a prontidão para tomar as medidas necessárias para apoiar o fornecimento global de energia, incluindo a possível libertação conjunta de stocks estratégicos de petróleo, revelou o ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, numa conferência de imprensa esta terça-feira.

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RTP /

Mais dois membros da equipa iraniana de futebol feminino pediram asilo à Austrália

Ao todo, serão sete as jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão a permanecer na Austrália. A equipa restante regressou entretanto ao Irão, segundo uma fonte informou a CNN Sports.

Uma fonte próxima da equipa referiu que, além das cinco jogadoras que procuraram não regressar ao Irão, outras duas integrantes da equipa – uma jogadora e uma membro da equipa técnica – também solicitaram agora asilo na Austrália.

Na terça-feira, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, confirmou que cinco jogadoras receberam vistos humanitários, devido a receios com a sua segurança caso regressassem ao Irão.

Sobre as novos pedidos, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, não se mostrou surpreendido. “Estávamos a preparar-nos para esta eventualidade há algum tempo”, disse. 

“Os australianos ficaram comovidos com a situação destas corajosas mulheres. Aqui estão seguras e devem sentir-se em casa”, acrescentou.

De acordo com o ministro do Interior, o governo manteve conversações secretas com as cinco jogadoras iniciais durante vários dias. Após assinarem os documentos que garantiam os vistos humanitários, cantaram “Aussie, Aussie, Aussie”, descreveu Burke.

Ninguém conseguiu abordar as jogadoras, de acordo com os meios de comunicação locais.
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Líbano
RTP /

Ataque aos subúrbios do sul de Beirute após alerta israelita

Um novo ataque aéreo israelita atingiu os subúrbios do sul de Beirute, um bastião do grupo pró-iraniano Hezbollah, na terça-feira, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA), após um apelo à evacuação.

"A Força Aérea israelita realizou (...) um primeiro ataque após um alerta" contra os subúrbios do sul de Beirute, segundo a NNA.

Imagens da AFPTV mostram uma coluna de fumo a subir da área atingida. O exército israelita anunciou anteriormente que estava a realizar ataques contra as "infraestruturas" do Hezbollah na região.
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Lusa /

Banqueiros dizem que bancos portugueses estão preparados para impactos

Responsáveis de alguns dos principais bancos em Portugal consideraram hoje que o setor está preparado para os choques da guerra no Irão, remetendo para experiências recentes e para a preparação face à instabilidade.

"As empresas portuguesas, acho eu, estão mais preparadas", incluindo no caso dos bancos, que têm "uma capacidade de financiamento, de capital, de liquidez bastante sólida", disse o presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo.

No Fórum Banca 2026, organizado pelo Jornal Económico, em Lisboa, o líder do banco público apontou que o aumento do preço dos combustíveis e dos transportes e da inflação é "um cenário que naturalmente preocupa", mas defendeu que "vale a pena ver as experiências recentes".

Nesse sentido, Paulo Macedo considerou que as empresas de muitos setores "tiveram uma grande resiliência e tiveram bons anos" em 2024 e 2025.

"Não vejo de nenhuma maneira que isto seja alguma situação de pânico. A questão é se de facto a situação se prolongar", acrescentou, rejeitando que a situação seja, neste momento, catastrófica.

"Se tivermos um contexto de inflação, ou este aumento de preço é absorvido por uma parte da margem das empresas, ou é totalmente repercutido nos consumidores", disse, recordando que nas últimas ocasiões "foi bater na carteira das pessoas".

Já o presidente da Comissão Executiva do Millennium BCP, Miguel Maya, admitiu que as maiores incertezas nos últimos anos têm tornado a banca "mais rigorosa, defensiva".

"Tornam a banca a ter de trabalhar múltiplos cenários e ter de trabalhar com mais capital e estar preparada para ciclos que já não são de 10 em 10 anos e que são muitas vezes dentro do próprio ano", apontou.

A solução é, na sua opinião, "fazer uma belíssima avaliação do risco e ter sempre cenários contingentes e preparados para poder lidar com estes períodos".

A presidente executiva do Santander, Isabel Guerreiro, reforçou que é fundamental que os bancos e as empresas tenham "uma enorme velocidade e uma enorme capacidade de adaptação".

"O mundo hoje é volátil, incerto, complexo, ambíguo, e a velocidade a que as coisas acontecem já não é em semanas, meses, é em horas", afirmou, acrescentando que o que o seu banco está a fazer é "perceber o que é ruído e o que são sinais".

Admitindo que pode haver consequências de um encerramento prolongado do estreito de Ormuz, Isabel Guerreiro considerou que a instituição que lidera está preparada para atuar e defendeu que a banca portuguesa "está hoje muitíssimo mais capacitada do que estava há 10 ou cinco anos".

O presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, também destacou a evolução no ambiente global, remetendo para "uma sistemática alteração das condições".

"É muito difícil estar neste momento e ainda estarmos a antecipar o que é que vai acontecer", apontou, destacando os impactos dos preços da energia na circulação de bens e no turismo.

O presidente do Crédito Agrícola, Sérgio Frade, referiu que o banco tem estado "continuamente a rever estratégia" nos últimos meses e que a instituição tem procurado ser mais ágil, resiliente e adaptável.

O responsável disse ainda que o Crédito Agrícola tem falado com os clientes, nomeadamente no setor agrícola, para "serem mais adaptáveis, de terem mais flexibilidade nas suas cadeias de abastecimento" para reduzirem a sua exposição.

Já Pedro Leitão, do Montepio, acredita que com "um radar bem montado" e com "a capacidade de distinguir aquilo que é sinal daquilo que é ruído", os bancos portugueses "demonstraram que estão prontos, não só resilientes".

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RTP /

Pentágono avisa que hoje será o "dia mais intenso" de ataques

O Pentágono adiantou que que esta terça-feira será o dia mais intenso de bombardeamentos no Irão desde o início da guerra e afirmou que Teerão tem demonstrado uma capacidade reduzida de resposta à medida que a ofensiva avança. 

"Hoje será, mais uma vez, o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irão: o maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques", afirmou o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa no Pentágono.

Segundo o governante, nas últimas 24 horas, a República Islâmica "disparou o menor número de mísseis que foi capaz de disparar até à data".
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Após ataque com drone na região
RTP /

Refinaria de Ruwais suspendeu operações

A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, operada pela empresa estatal Adnoc, suspendeu as suas operações por "precaução" após um ataque com um drone que teve como alvo a zona industrial onde se encontra, disse à AFP uma fonte próxima do assunto.

A fonte, que falou sob anonimato, não especificou se a refinaria, uma das maiores do mundo, foi atingida.
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Carlos Santos Neves - RTP /

Miranda Sarmento. "Neste momento não há necessidade de orçamento retificativo"

“Mantemos o compromisso de manter o equilíbrio das contas públicas e de continuar a reduzir a dívida pública”, reiterou o ministro das Finanças a partir de Bruxelas.

Olivier Hoslet - EPA

O ministro das Finanças indicou esta terça-feira que, por agora, o Governo não vê “necessidade de um orçamento retificativo. Miranda Sarmento ressalvou, contudo, que tal “não significa” que, “se as circunstâncias o impuserem, não tenha que se reequacionar” esta posição.

“Quando construímos o Orçamento para 2026 e quando ele foi aprovado no Parlamento, a margem era muito estreita, porque nós temos 0,8 por cento do PIB, cerca de 2,5 mil milhões de empréstimos do PRR, de despesa extraordinária que não tem correspondência do lado da receita”, começou por afirmar o titular da pasta das Finanças.

“Os bons resultados de 2025, que serão conhecidos no dia 26 de março - será um superávit acima dos 0,3 que o Governo estava a projetar - tornavam o caminho um bocadinho menos estreito”, prosseguiu.
“Aconteceram duas coisas muito importantes nos primeiros dois meses do ano: por um lado, o comboio de tempestades, que teve um impacto muito significativo numa parte do território nacional e que vai ter um impacto orçamental significativo, e agora este conflito do Irão, que também não sabemos quanto tempo vai durar”.

“O caminho voltou a ficar bastante estreito”, frisou Joaquim Miranda Sarmento.“Nós mantemos o compromisso de manter o equilíbrio das contas públicas e de continuar a reduzir a dívida pública”, quis vincar o ministro das Finanças.


Questionado pelos jornalistas sobre um eventual orçamento retificativo, perante os impactos da ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão, o ministro retorquiu: “Não vemos, à data de hoje uma necessidade de um orçamento retificativo”.

“Isso não significa que mais à frente, se as circunstâncias o impuserem, não tenha que se reequacionar essa questão. Mas neste momento não há necessidade de um orçamento retificativo”, completou.ISP. Uma medida para Bruxelas “monitorizar de perto”

A Comissão Europeia veio manifestar esta terça-feira a intenção de “monitorizar de perto” o impacto orçamental do desconto que o Governo decidiu aplicar ao Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos do gasóleo.

Confrontado com esta tomada de posição, o ministro das Finanças quis enfatizar que o Executivo comunitário também considerou que, sendo transitória, a medida “não viola qualquer norma e nem tem que ser sujeito a uma notificação”.

“No âmbito das recomendações específicas por país de 2025, o Conselho recomendou a Portugal que reduza a dependência global dos combustíveis fósseis, em particular no setor dos transportes, nomeadamente através da eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis. Por conseguinte, a implementação de medidas como a redução das taxas unitárias do ISP, bem como o seu impacto, será acompanhada de perto e avaliada no contexto do Semestre Europeu”, adiantou fonte do Executivo comunitário em resposta escrita remetida à agência Lusa.

Segundo o porta-voz para a Economia, Balazs Ujvari, a Comissão Europeia “publicará a sua avaliação no pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026”, que deverá ser conhecido a 3 de junho, depois da publicação da atualização das previsões macroeconómicas, a 21 de maio.A Comissão vai assim avaliar, em ambos os momentos, as medidas adotadas para aliviar “o aumento dos preços da energia”, assim como aquelas que estão em curso para “mitigar os danos causados por tempestades”.


Portugal, sublinhou o responsável, “não tem de notificar a Comissão para avançar com a redução temporária e extraordinária das taxas unitárias do ISP”, mas Bruxelas “acompanha regularmente os desenvolvimentos da política orçamental nos Estados-membros e toma nota deste tipo de anúncios”
.

“Tal como todos os outros Estados-membros, Portugal terá de reportar no seu relatório anual de progresso de 2026 as medidas de política orçamental com impacto entre 2023 e 2026”.

Foi na passada sexta-feira que o Governo anunciou uma redução temporária e extraordinária de 3,55 cêntimos por litro no ISP aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.

c/ Lusa
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Irão desafia os Estados Unidos e ameaça Donald Trump

O Irão ameaçou o presidente dos EUA na terça-feira, rejeitando os seus avisos do dia anterior e prometendo que nem uma gota de petróleo sairia do Médio Oriente "até novas ordens".

"O Irão não teme as vossas ameaças vazias. Aqueles mais poderosos que vocês tentaram eliminar a nação iraniana e falharam. Cuidado para não serem eliminados também!", escreveu Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, no X.
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OMS alerta para riscos de saúde causados pela "chuva negra" no Irão

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou esta terça-feira que a "chuva negra" que caiu no Irão após os ataques a instalações petrolíferas pode causar problemas respiratórios e apoiou o alerta do país, que recomenda que as pessoas permaneçam em casa.

A agência de saúde da ONU, que tem um escritório no Irão e trabalha com as autoridades em emergências de saúde, afirmou ter recebido vários relatos de chuva carregada de petróleo esta semana.

Teerão foi tomada por um denso fumo negro na segunda-feira, depois de uma refinaria de petróleo ter sido atingida, numa escalada dos ataques ao fornecimento de energia do país, no âmbito da campanha conjunta EUA-Israel.

"A chuva negra e a chuva ácida que a acompanha representam, de facto, um perigo para a população, principalmente para o sistema respiratório", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, numa conferência de imprensa em Genebra, acrescentando que o Irão aconselhou as pessoas a permanecerem em casa.
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Após encerramento do Estrito de Ormuz
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Iraque procura rotas alternativas para exportação de petróleo

O Iraque está a procurar rotas alternativas para exportar o seu petróleo após o encerramento do Estreito de Ormuz, bloqueado pelas forças iranianas no meio da guerra em curso no Médio Oriente, disse um porta-voz do Ministério do Petróleo à AFP na terça-feira.

"Tal como em muitos outros países da região, a produção e comercialização de petróleo foram severamente impactadas, não deixando ao governo outra opção senão procurar rotas alternativas para as nossas vendas", acrescentou.

Membro fundador da OPEP, o Iraque, que obtém 90% das suas receitas com o petróleo, tem vários petroleiros retidos no Golfo.
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Pete Hegseth
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Estados Unidos "estão a ganhar"

Durante uma conferência de imprensa sobre o evoluir das operações contra o Irão, ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afiançou, uma vez mais, que a aliança entre norte-americanos e israelitas está "a ganhar" a guerra com a Operação Fúria Épica.

Hegseth voltou também a carregar na tese de que o regime iraniano estaria "a correr na direçã de uma bomba nuclear" e está agora "sozinho e a perder".

"Não vamos parar até que o inimigo esteja total e inteiramente derrotado. Isto não é 2003 e não é uma contrução de nação sem fim", acentuou o secretário norte-americano da Defesa, numa alusão às intervenções do início da década de 2000 no Afeganistão e no Iraque.

Pete Hegseth afirmou ainda que o novo líder supremo do Irão será "sábio se ouvir as palavras" de Trump e não procurar obter armamento nuclear.

Por seu turno, o general Dan Caine sinalizou que o trabalho da máquina de guerra norte-americana vai "continuar a ser difícil", para sublinhar que o sacrifício dos que morreram "será sentido para sempre".
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Ponto de situação
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Preços de petróleo e gás natural a recuar nos mercados

  • As principais bolsas europeias abriram as respetivas sessões desta terça-feira em alta, com o preço do petróleo a cair oito por cento. A descida tem lugar após os máximos de três anos atingidos na véspera. Também o preço do gás natural sofreu uma quebra superior a 15 por cento. Os mercados reagiram assim às últimas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que acenou com a perspetiva de uma guerra "praticamente concluída";


  • Os efeitos da guerra também se farão sentir nos preços do gás de botija e a subida pode ocorrer já nas próximas semanas. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos deve anunciar a breve trecho o preço de referência para março e as oito marcas que comercializam botijas de gás butano e propano vão rever os preços. Em Portugal, são mais de dois milhões os clientes deste segmento;


  • As empresas portuguesas com negócios no Golfo Pérsico estão preocupadas. Há encomendas a aguardar ordem de expedição e outras que estão a ser devolvidas. Acumulam-se os prejuízos no curto prazo e teme-se o impacto de uma nova crise energética;


  • Os portugueses retidos em Banguecoque, na Tailândia, foram recebidos pelo embaixador no país e têm agora uma perspetiva de regresso a casa;


  • Donald Trump clamou igualmente que o Irão pode ser atacado com mais violência do que até agora, caso interrompa o fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos respondeu assim à Guarda Revolucionária da República Islâmica, que ameaçou cortar a exportação;


  • O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros veio deixar claro que negociar com os Estados Unidos não é hipótese, nesta altura, para o regime e que um eventual cessar-fogo só estará em cima da mesa se houver garantias de que não ocorrerá nova agressão norte-americana e israelita;


  • As Forças de Defesa de Israel anunciaram uma nova série de ataques contra Teerão, depois de atingir um complexo subterrâneo conotado com a Guarda Revolucionária na capital iraniana durante a noite. O exército "iniciou uma onda de ataques contra alvos do regime terrorista iraniano em Teerão", anunciou um comunicado;


  • As autoridades de Abu Dhabi estavam, nas últimas horas, a responder a um incêndio no Complexo Industrial de Ruwais após um ataque com um drone, segundo o gabinete de comunicação social do Governo do emirado, acrescentando que não houve feridos;


  • O aeroporto de Kerman, no sul do Irão, foi danificado por ataques aéreos israelitas e norte-americanos, segundop os meios de comunicação do país;


  • Há também notícias de fortes explosões sentidas em Doha. O Catar afirma que o Irão prosseguiu os ataques às suas infraestruturas civis, ao 11.º dia da guerra. O Ministério do Interior reportou mesmo um "elevado nível de ameaça à segurança";


  • As Nações Unidas estão atentas à crise humanitária no Irão, agravada pela guerra. A diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, garantiu na manhã desta terça-feira, no Ponto Central da Antena 1, que as equipas estão prontas a avançar, mas é preciso garantir-lhes condições.

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Emirados Árabes Unidos
RTP /

Ataque com drones provoca incêndio em zona industrial de Abu Dhabi

As autoridades de Abu Dhabi estão a responder a um incêndio no Complexo Industrial de Ruwais após um ataque de drone, informou esta terça-feira o gabinete de comunicação social do Governo do emirado, acrescentando que não houve feridos.

O complexo alberga instalações da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) que podem refinar até 922 mil barris de petróleo por dia e serve de centro para as operações de refinação e distribuição do emirado, incluindo importantes fábricas de produtos químicos, fertilizantes e gás industrial.

"Não há registo de feridos até ao momento", acrescentaram as autoridades, sem especificar se alguma instalação energética foi afetada.
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Sul do Irão
RTP /

Aeroporto de Kerman atingido por ataques israelitas

O aeroporto de Kerman, no sul do Irão, foi danificado por ataques aéreos israelitas e norte-americanos, noticiaram os meios de comunicação iranianos esta terça-feira.

Duas aeronaves "antigas e fora de serviço" estavam entre as que foram destruídas nos ataques, revelou a agência de notícias Tasnim, citando o gabinete do governador provincial.

No dia anterior, as forças armadas israelitas informaram ter realizado uma série de ataques a seis bases aéreas militares no Irão, afirmando ter atingido aeronaves, pistas e sistemas de defesa aérea.

Ainda não se sabe se existem instalações militares localizadas perto da infraestrutura aérea de Kerman.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o aeroporto Internacional Mehrabad de Teerão por diversas vezes desde o início do conflito, a 28 de fevereiro.

O aeroporto de Bushir, na cidade de Bushir, no sul do país, que alberga uma central nuclear, também foi atingido, segundo os meios de comunicação iranianos.
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Catar afirma ter intercetado ataque
RTP /

Fortes explosões sentidas em Doha

O Catar afirmou esta terça-feira que o Irão continuou os seus ataques às suas infraestruturas civis, no décimo primeiro dia da guerra no Médio Oriente. O Ministério do Interior reportou um "elevado nível de ameaça à segurança", recomendando que os residentes permanecessem nas suas casas e longe das janelas.

"Os ataques às infraestruturas civis continuam (...) e rejeitamos os argumentos apresentados pelos iranianos para justificar estes ataques", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar, Majed al-Ansari, numa conferência de imprensa em Doha, sem especificar quais os locais visados.

O Catar alertou esta terça-feira para as consequências económicas globais dos ataques às infraestruturas energéticas.

"Os ataques a instalações energéticas que ocorreram, de ambos os lados, constituem um precedente perigoso (...) terão repercussões em todo o mundo", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar, Majed al-Ansari, numa conferência de imprensa em Doha.
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RTP /

Israel lançou nova vaga de ataques contra Teerão

O exército israelita anunciou esta terça-feira que lançou uma nova série de ataques contra Teerão, depois de atingir um complexo subterrâneo pertencente à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na capital iraniana durante a noite.

O exército "iniciou uma onda de ataques contra alvos do regime terrorista iraniano em Teerão", anunciou um comunicado.

As forças israelitas afirmaram também ter atacado um complexo de investigação e desenvolvimento de armas utilizado pela CGRI durante a noite de segunda-feira, onde estavam a ser conduzidos testes relacionados com o desenvolvimento e produção de mísseis balísticos.

Jornalistas da AFP em Teerão reportam que várias explosões foram sentidas, no décimo primeiro dia da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, enquanto os meios de comunicação iranianos relataram explosões em vários bairros da capital.as na capital iraniana. 
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Oriana Barcelos - Antena 1 /

ONU está pronta para trabalhar no Irão. Só precisa de segurança

As Nações Unidas estão atentas à crise humanitária no Irão, agravada pela guerra. A diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, garante que as equipas estão prontas a avançar - mas é preciso garantir-lhes condições.

Abedin Taherkenareh - EPA

A crise humanitária no Médio Oriente agrava-se a passos largos. Na região - já assolada por guerras, violência e desastres naturais - há, de acordo com a ONU, 19 milhões de deslocados internos.

A diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, manifesta a preocupação da organização sobre esses números - uma inquietação que se intensificou há mais de uma semana, depois dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.

"O impacto humanitário desta crise está a ser tremendo", disse Mónica Ferro à Antena 1.

A guerra no Irão - que se estendeu, entretanto, ao Líbano - deverá intensificar um cenário já difícil na região. As Nações Unidas estão prontas para entrar no território e ajudar quem precisa, mas Mónica Ferro não deixa de apontar as condições necessárias para essa incursão: financiamento e segurança.

"Nós estamos a acompanhar de muito perto, todo o sistema das Nações Unidas, os desenvolvimentos relacionados com as deslocações no Irão e em toda a região. As equipas estão prontas a responder, mas para isso precisam não só de capacidade operacional, mas também de financiamento e de que haja alguma segurança para que possam trabalhar", afirmou.
Antena 1

A situação complica-se quando os países vizinhos, que já acolhiam milhões de deslocados, sofrem com os estilhaços da guerra. E mais: controlos de residência rigorosos e um crescimento das deportações, estão a acentuar o movimento populacional no Médio Oriente. Tudo isto, explica Mónica Ferro, "está a aumentar o impacto sobre as pessoas de uma forma mais rápida do que temos visto noutras crises".

Há, de resto, outra dimensão do conflito que aflige a ONU: o desfoque, provocado pela guerra, de outros problemas noutros pontos do globo.

"Esse é um dos grandes dramas do nosso trabalho nas Nações Unidas. É que de cada vez que há uma crise a atenção do mundo recentra-se e nós não podemos deixar de olhar e deixar de cuidar daquilo que muitas vezes até são designadas como crises esquecidas ou crises demasiado longas. A atenção significa, também, a alocação de recursos financeiros e pressão política para que estes conflitos sejam resolvidos. E nós, neste momento, temos uma série de crises em que [é necessário] angariar fundos e angariar esta vontade política para que os conflitos cessem, para que haja uma desescalada das tensões para que nós possamos trabalhar", considerou Mónica Ferro na rubrica Ponto Central, da Antena 1.

Para trás, por exemplo, ficam as crises do Sudão, do Haiti, ou a agenda de combate à violência contra as mulheres. São os efeitos colaterais da guerra nova.
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Avança o Kremlin
RTP /

Propostas de Putin sobre o Irão ainda em cima da mesa

O presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu diferentes opções para mediar o conflito com o Irão e estas propostas ainda estão em discussão, afirmou o Kremlin esta terça-feira.

"Desde o início desta situação, mesmo antes do início da fase militar, o Presidente Putin propôs várias opções para a nossa mediação e bons ofícios que poderiam ajudar a reduzir as tensões. Muitas destas propostas ainda estão em discussão", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.

"A Rússia está pronta para ajudar da melhor forma possível e terá todo o prazer em fazê-lo, mas vocês sabem que isto requer múltiplos entendimentos e múltiplos acordos, por isso teremos de ser um pouco pacientes."

Peskov falou um dia depois de Putin ter conversado ao telefone com o presidente norte-americano, Donald Trump, e, segundo o Kremlin, ter partilhado propostas para acabar rapidamente com a guerra no Irão.

Peskov recusou-se a dar mais detalhes sobre o conteúdo das propostas.
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Momento-Chave
RTP /

Irão com a última palavra para cessar-fogo

O Irão garante que está em vantagem no conflito e diz que não aceita, para já, qualquer cessar-fogo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou que Teerão tem recebido contactos nesse sentido de nações como a França, a Rússia ou China e alguns países da região do Médio Oriente.
"Alguns deles manifestaram disponibilidade para tomar medidas que possam pôr fim à guerra ou estabelecer um cessar-fogo", esclareceu Kazem Gharibabadi, ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do Irão.

Segundo o governante, “a decisão de parar a guerra cabe, em última instância, à República Islâmica do Irão. Se a República Islâmica do Irão assim decidir, mesmo que o outro lado pare, a decisão final pertence ao Irão, porque foram eles que comentaram a agressão".
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RTP /

Israel ataca região libanesa de Tiro

O exército israelita realizou um ataque esta terça-feira perto da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, depois de ter avisado que iria visar infraestruturas do Hezbollah na região e instar os residentes a evacuar o local, segundo os meios de comunicação estatais.

"O inimigo israelita realizou um ataque na área ameaçada" em Abbassiyeh, perto da antiga cidade de Tiro, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA).
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Gesto de desanuviamento
RTP /

Azerbaijão envia ajuda humanitária ao Irão

O Azerbaijão anunciou esta terça-feira o envio de ajuda humanitária para o Irão, um sinal tímido de alívio das tensões poucos dias depois de um ataque com drones que aumentou os receios de que a guerra no Médio Oriente se pudesse alastrar ao Cáucaso.

Baku tinha prometido retaliações depois de ter acusado Teerão de disparar quatro drones contra o enclave azeri de Nakhchivan, que faz fronteira com o Irão, atingindo um aeroporto e ferindo quatro pessoas.

A República Islâmica negou a responsabilidade pelo ataque e acusou Israel, aliado do Azerbaijão, de estar por trás do mesmo.

Apesar do incidente, o Ministério das Situações de Emergência do Azerbaijão anunciou o envio de várias toneladas de alimentos e medicamentos para o Irão como ajuda humanitária.

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e o seu homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian, falaram por telefone no domingo. Aliyev pediu a Pezeshkian que investigasse o ataque com drones, segundo Baku.

Os dois líderes discutiram ainda a cooperação económica entre os dois países, o que indica que não desejam que a crise se agrave.

O Irão acusa Israel, o principal fornecedor de armas de Baku, de utilizar o território azeri para realizar operações de inteligência e alegados ataques.

Em junho de 2025, Baku garantiu a Teerão que o território azeri não seria utilizado para atacar o Irão, após os primeiros ataques em grande escala entre os EUA e Israel contra a República Islâmica.
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RTP /

Explosão sentida em Jerusalém após alerta de mísseis iranianos

Uma explosão foi ouvida na manhã desta terça-feira em Jerusalém, onde soaram sirenes de ataque aéreo após um alerta militar israelita para mísseis iranianos, informaram jornalistas da AFP.

"Há pouco tempo, foram disparados mísseis do Irão em direção ao território do Estado de Israel", disse o exército em comunicado, acrescentando que os sistemas de defesa aérea foram ativados.

A Magen David Adom, equivalente israelita da Cruz Vermelha, informou que não houve vítimas.
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Impacto da guerra
RTP /

Comissão Europeia quer "monitorizar de perto" efeito de desconto no ISP

A Comissão Europeia sinaliza a intenção de "monitorizar de perto" o impacto orçamental do desconto que o Governo português decidiu aplicar ao Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos do gasóleo.

"No âmbito das recomendações específicas por país de 2025, o Conselho recomendou a Portugal que reduza a dependência global dos combustíveis fósseis, em particular no setor dos transportes, nomeadamente através da eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis. Por conseguinte, a implementação de medidas como a redução das taxas unitárias do ISP, bem como o seu impacto, será acompanhada de perto e avaliada no contexto do Semestre Europeu", adiantou fonte do Executivo comunitário em resposta escrita remetida à agência Lusa.

Segundo o porta-voz para a Economia, Balazs Ujvari, a Comissão Europeia "publicará a sua avaliação no pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026", que deverá ser conhecido a 3 de junho, depois da publicação da atualização das previsões macroeconómicas, a 21 de maio.

A Comissão vai assim avaliar, em ambos os momentos, as medidas adotadas para aliviar "o aumento dos preços da energia", assim como aquelas que estão em curso para "mitigar os danos causados por tempestades".

Portugal, sublinhou o responsável, "não tem de notificar a Comissão para avançar com a redução temporária e extraordinária das taxas unitárias do ISP", mas Bruxelas "acompanha regularmente os desenvolvimentos da política orçamental nos Estados-membros e toma nota deste tipo de anúncios".

"Tal como todos os outros Estados-membros, Portugal terá de reportar no seu relatório anual de progresso de 2026 as medidas de política orçamental com impacto entre 2023 e 2026".

Na segunda-feira, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, mostrou-se convicto de que a Comissão Europeia "não tenha qualquer objeção" ao desconto no ISP do gasóleo, por ser "extraordinário e temporário".

Foi na passada sexta-feira que o Governo anunciou uma redução temporária e extraordinária de 3,55 cêntimos por litro no ISP aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário.
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Momento-Chave
RTP /

Irão promete bloquear petróleo do Médio Oriente "até novas ordens"

O Irão prometeu esta terça-feira que "nem uma única gota" de petróleo sairá do Médio Oriente "até novas ordens", numa dura rejeição das declarações de Donald Trump no dia anterior de que a guerra estava "virtualmente" terminada.

A República Islâmica declarou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" no conflito que assola toda a região desde 28 de fevereiro e mergulhou os mercados globais em pânico na segunda-feira.

"As forças armadas iranianas (...) não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para o campo inimigo e seus aliados até ordem em contrário", declarou Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica.

O regime iraniano pretende utilizar plenamente o seu controlo sobre o estrategicamente importante Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

"Os esforços para reduzir e controlar o preço do petróleo e do gás serão temporários e inúteis. Em tempo de guerra, o comércio depende da segurança regional", acrescentou o porta-voz da Guarda Revolucionária, segundo a agência de notícias Tasnim.
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Apelou o primeiro-ministro em chamada com Marco Rubio
RTP /

Bagdad não quer o espaço aéreo iraquiano usado para atacar países vizinhos

O espaço aéreo iraquiano não deve ser utilizado para lançar ataques contra países vizinhos, afirmou o primeiro-ministro iraquiano, Mohammad Shia al-Soudani, esta terça-feira, durante uma chamada telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Desde o início da guerra que assolou o Médio Oriente com a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, país que faz fronteira com o Iraque, que o espaço aéreo iraquiano tem sido atravessado diariamente por aeronaves com destino ao território iraniano ou por mísseis disparados por Teerão.

Na sua ligação a Rubio, o primeiro-ministro iraquiano enfatizou "a importância de garantir que o espaço aéreo, o território e as águas territoriais do Iraque não são utilizados para ações militares contra países vizinhos ou em qualquer outro lugar da região", segundo um comunicado do gabinete de Soudani.

O primeiro-ministro rejeitou "qualquer tentativa de arrastar o país para os conflitos em curso", bem como "qualquer violação do seu espaço aéreo por qualquer das partes" envolvidas.

O Irão exerce uma influência considerável no Iraque, onde apoia grupos armados cujo papel político e económico tem crescido nos últimos anos.

Durante décadas, os líderes do país têm mantido um equilíbrio delicado, esforçando-se por conciliar esta aliança com Teerão com uma parceria com Washington.

Por seu lado, Marco Rubio condenou "os ataques terroristas levados a cabo pelo Irão e pelas suas milícias aliadas no Iraque", particularmente contra a região autónoma do Curdistão, no norte do país, segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.

Exortou o Iraque a "tomar todas as medidas necessárias para proteger o pessoal e as instalações diplomáticas dos EUA".

No sábado, rockets disparados contra a embaixada dos EUA em Bagdad foram intercetados pelas defesas aéreas.
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Avança a Bloomberg
RTP /

Países do Médio Oriente reduzem produção diária de petróleo

A Arábia Saudita reduziu a produção de petróleo entre 2 milhões e 2,5 milhões de barris por dia, e os Emirados Árabes Unidos cortaram a sua produção em 500 mil a 800 mil barris por dia, informou a Bloomberg News esta terça-feira.

O Kuwait também reduziu a produção em meio milhão de barris por dia, e o Iraque em cerca de 2,9 milhões, acrescentou o relatório, citando fontes com conhecimento do assunto.
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Momento-Chave
RTP /

Sirenes ouvidas em Jerusalém após alerta de mísseis iranianos

Sirenes foram ouvidas esta terça-feira em Jerusalém após um alerta militar israelita sobre mísseis iranianos, revelaram jornalistas da AFP presentes no local.

Os alertas têm sido frequentes desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro com o ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irão.
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RTP /

Combustíveis aumentam 30 por cento no Egito

O Egito anunciou na terça-feira um aumento de até 30% no preço dos combustíveis devido às pressões "excecionais" nos mercados globais de energia provocadas pela guerra no Médio Oriente.

Os aumentos de preços afetam a gasolina, o gasóleo e o gás natural utilizados nos automóveis, bem como o butano.

O conflito "levou a um aumento significativo dos custos de importação e de produção interna", explicou o Ministério do Petróleo em comunicado.
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RTP /

Irão ataca refinarias em Israel

O exército iraniano afirma ter atacado refinarias e depósitos de combustível em Haifa, Israel, com drones em retaliação pelos "ataques a depósitos de petróleo no Irão".

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Momento-Chave
Após NATO intercetar dois mísseis
RTP /

Sistema de defesa aérea Patriot implantado no centro da Turquia

A Turquia anunciou esta terça-feira a implantação de um sistema de defesa aérea Patriot no centro do país, um dia depois de a NATO ter intercetado um segundo míssil disparado do Irão em direção ao espaço aéreo turco.

"Um sistema Patriot para reforçar a proteção do nosso espaço aéreo está a ser implantado em Malatya", província no leste da Anatólia, informou o Ministério da Defesa em comunicado.

A região alberga a base aérea americana de Kurecik, que possui um radar de alerta antecipado capaz de detetar lançamentos de mísseis iranianos.

A implantação anunciada esta terça-feira acontece um dia depois de a NATO ter destruído um segundo míssil iraniano, o que levou Washington a encerrar o seu consulado-geral em Adana, no sul do país, e a instar todos os cidadãos norte-americanos a abandonar a região.

Além de Kurecik, também as tropas norte-americanas estão estacionadas na Base Aérea de Incirlik, uma instalação da NATO no sul da Turquia, a 10 quilómetros de Adana.

A presença das bases de Incirlik e Kurecik é uma questão extremamente sensível na Turquia, como demonstra a detenção, no final de fevereiro, de três jornalistas turcos acusados de violar a "segurança nacional" por divulgarem imagens da base de Incirlik logo após o início dos ataques contra o Irão.
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Momento-Chave
Afirma Benjamin Netanyahu
RTP /

Israel está a "partir os ossos" do poder iraniano e "ainda não está terminado"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta terça-feira que Israel tem "partido os ossos" do poder iraniano desde o início da ofensiva conjunta liderada pelos EUA, a 28 de fevereiro, mas que "ainda não terminou".

"Aspiramos a liderar o povo iraniano para quebrar o jugo da tirania; em última análise, isso depende deles", disse Netanyahu durante uma visita a um centro de emergência gerido pelo Ministério israelita da Saúde. 

"Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos a partir-lhe os ossos — e ainda não acabámos", acrescentou.
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Lusa /

Preço do gás natural cai mais de 15% para 47 euros

O preço do gás natural abriu a hoje com uma queda acentuada de mais de 15%, para 47 euros por megawatt-hora (MWh), depois de o Presidente norte-americano ter afirmado que a guerra com o Irão pode terminar em breve.

Dado Ruvic - Reuters

Às 08:15 de hoje (07:15 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, uma referência na Europa, caiu 15,16% para 47,8 euros por megawatt-hora (MWh).

Na sessão anterior, o gás natural tinha fechado a subir 5,6%, embora tenha disparado até 30% na abertura, atingindo os 69 euros.

Os preços do gás subiram cerca de 70% desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irão, a 28 de fevereiro.

O gás natural, tal como o petróleo, está a subir acentuadamente, no meio de receios de interrupções no fornecimento de energia como resultado do conflito no Médio Oriente.

Na abertura de sessão de hoje, o preço do petróleo Brent caiu mais de 6%, fechando a rondar os 92 dólares por barril, um dia depois de ter disparado devido ao conflito no Médio Oriente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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Estreito de Ormuz
RTP /

Teerão ameaça impedir a navegação de petroleiros a países aliados dos EUA

A Guarda Revolucionária iraniana disse esta terça-feira que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.

A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz.

"Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.
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Lusa /

Petróleo Brent cai mais de 6% para 92 dólares por barril

O preço do petróleo Brent caiu mais de 6% na abertura da sessão de hoje, fechando a rondar os 92 dólares por barril, um dia depois de ter disparado devido ao conflito no Médio Oriente.

Andreia Custódio - RTP

Às 7h00 de hoje (6h00 hora de Lisboa), o preço do Brent, referência europeia, estava a cair 6,53% face ao fecho de segunda-feira, cotado nos 92,44 dólares por barril.

A cotação do barril de Brent terminou na segunda-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 6,76%, numa sessão de mercado altamente volátil, marcada pela escalada do conflito no Médio Oriente, mas fechou abaixo dos 100 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa ultrapassou os 118 dólares durante a sessão no mercado de futuros de Londres de segunda-feira, níveis que não se viam desde 2022, após a invasão russa e o início da guerra na Ucrânia, mas acabou a nos 98,96 dólares.

Os preços do crude caíram drasticamente depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado na segunda-feira que a guerra com o Irão está "praticamente terminada".

Trump afirmou em entrevista à CBS que planeia "assumir o controlo" do Estreito de Ormuz.

Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI) caiu hoje 6,05%, para 89,04 dólares por barril, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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Lusa /

China, Rússia e França entram em contacto para discutir trégua

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que vários países, incluindo a China, a Rússia e a França, contactaram Teerão para discutir um possível cessar-fogo.

Atef Safadi - EPA

"A nossa primeira condição para um cessar-fogo é que a agressão não se repita", declarou ainda Gharibabadi, durante uma entrevista divulgada hoje pela agência de notícias persa ISNA.

"Não iniciámos a agressão nem a guerra", disse o diplomata, em resposta aos apelos para um cessar-fogo, acrescentando que o país está a defender-se.

As declarações surgem depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, ter rejeitado, na segunda-feira, negociações de paz com os Estados Unidos (EUA).

"Estamos prontos para continuar a atacá-los com mísseis durante o tempo que for necessário e sempre que for necessário", disse o chefe da diplomacia iraniana à emissora norte-americana PBS News.

Araqchi acrescentou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" e que o Irão está preparado para lutar "pelo tempo que for necessário".

No domingo, o ministro já tinha rejeitado apelos para um cessar-fogo imediato, durante uma entrevista com uma outra emissora norte-americana, a NBC.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na segunda-feira declarações contraditórias sobre o futuro imediato da guerra no Irão, primeiro dizendo que estava "praticamente terminada" e depois que ainda não sabia "até onde poderia ir".

Trump enumerou várias alegadas conquistas após dez dias de guerra, como o ataque a cinco mil alvos, o afundamento de mais de 50 navios, a destruição de fábricas de drones e a redução da capacidade de mísseis do regime iraniano para 10% ou "talvez menos".

Em resposta, a Guarda da Revolução Islâmica afirmou que os mísseis são "agora mais poderosos do que no início da guerra" e que tem capacidade para alargar o conflito.

"Estamos preparados para expandir a guerra; a segurança será para todos, ou a insegurança para todos. Somos nós quem determinará o fim da guerra", enfatizou o corpo militar de elite, num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Fars.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita reportaram hoje novos ataques contra os seus territórios no décimo primeiro dia da guerra no Irão.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou, através da rede social X, que as defesas aéreas intercetaram vários mísseis e drones vindos do Irão e pediu à população para "seguir as instruções de segurança".

A Guarda Nacional do Kuwait "intercetou e abateu com sucesso seis drones" nos setores norte e sul do país, anunciou a agência de notícias estatal.

O Ministério do Interior do Bahrein, por sua vez, pediu à população que se dirigisse "ao local seguro mais próximo" e mantivesse a calma. Os alertas de ataque aéreo soaram em todo o país, embora as autoridades ainda não tenham relatado nenhum ataque específico.

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Lusa /

MNE chinês pede cessar-fogo em conversas com homólogos do Bahrein e Kuwait

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje um cessar-fogo imediato e diálogo para resolver a crise no Médio Oriente, em conversas telefónicas com os homólogos do Kuwait e do Bahrein.

Maxim Shemetov - Reuters

Wang indicou na conversa com o homólogo do Kuwait, Yarrah Yaber al Ahmad al Sabah, que o conflito atual "constitui uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", de acordo com um comunicado publicado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O diplomata chinês sublinhou que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e enquanto as negociações entre Washington e Teerão ainda estavam em andamento, o que constitui uma "violação do direito internacional".

Wang afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas, ao mesmo tempo que sublinhou que qualquer ataque contra civis ou alvos não militares "deve ser condenado".

"A prioridade imediata é parar as operações militares e evitar que o conflito se alastre ainda mais", acrescentou o ministro.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que vários países do Golfo têm defendido a resolução das tensões através do diálogo, uma posição que Pequim aprecia, e reiterou que a China continuará a promover esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região.

Wang indicou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, já se encontra na região para realizar esforços de mediação e que manterá contactos com os países envolvidos.

O ministro chinês lamentou, em conversa com o homólogo do Bahrein, Abdulatif bin Rashid al Zayani, que "a situação no Golfo se tenha deteriorado drasticamente" e que a segurança do país insular "tenha sido comprometida", uma conjuntura que "preocupa profundamente" Pequim.

Wang indicou a Al Zayani que o enviado especial chinês visitará o Bahrein durante a viagem pela região, que já o levou no domingo a reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, em Riade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein declarou que o país "sempre defendeu a paz" e "não deve ser afetado por ataques ilegais", de acordo com o comunicado chinês.

O ministro do Kuwait afirmou a Wang que o país "não faz parte" da guerra, embora "tenha sido afetado" pelas repercussões, e sublinhou que os Estados do Golfo "continuam empenhados na resolução de disputas através do diálogo", embora "não renunciem ao seu direito legítimo à autodefesa".

Os diplomatas garantiram a Wang que continuarão a tomar medidas para garantir a segurança das instituições e cidadãos chinesas nos seus territórios, depois de o Irão ter respondido aos bombardeamentos por parte de Israel e dos Estados Unidos com ataques a países da região, entre os quais o Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador de petróleo, condenou repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por "violarem a soberania" do país persa.

As autoridades chinesas têm também defendido nos últimos dias a "manutenção da segurança das rotas marítimas", tendo em conta que 45% do petróleo importado pela China chega através do Estreito de Ormuz.

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Lusa /

Seul opõe-se a mudança de recursos militares dos EUA para o Médio Oriente

O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, declarou hoje que Seul se opõe a uma possível realocação de equipamento militar dos EUA na Coreia do Sul para o Médio Oriente.

"Manifestámos a nossa oposição [ao envio], mas também é uma realidade que não podemos forçar a sua imposição completa, de acordo com a nossa vontade", disse Lee durante uma reunião do Governo, transmitida em direto.

As declarações de Lee surgem numa altura em que a imprensa sul-coreana noticiou a transferência de baterias do sistema de mísseis Patriot para a Base Aérea de Osan, localizada em Pyeongtaek-si, ao sul de Seul, provenientes de outras bases norte-americanas na Coreia do Sul.

A decisão alimentou especulações sobre um possível destacamento subsequente do armamento para as zonas de conflito entre Washington e Israel contra o Irão.

O Presidente da Coreia do Sul esclareceu, no entanto, que uma eventual transferência de recursos não deveria representar um problema sério para a estratégia de dissuasão contra a Coreia do Norte e realçou que o país tem capacidade militar suficiente para garantir a sua defesa.

Até à data, nem as Forças Armadas dos EUA na Coreia nem a Coreia do Sul confirmaram se as alegadas transferências internas de armamento estão ligadas a um destacamento para o Médio Oriente ou ao exercício militar conjunto em curso.

Tanto os responsáveis do Ministério da Defesa sul-coreano como os responsáveis das forças norte-americanas se recusaram a comentar a transferência ou o reposicionamento de recursos militares, alegando razões de segurança.

Também hoje, Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que os exercícios militares em curso entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos representam uma ameaça à estabilidade regional.

Num comunicado citado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, a influente dirigente disse que as manobras constituem um "jogo de guerra provocador e agressivo", que poderá "ter consequências terríveis e inimagináveis".

Os "inimigos" do país, Coreia do Sul e Estados Unidos, "nunca devem testar a nossa paciência", alertou ainda a irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un.

O exercício anual Escudo da Liberdade resultará numa "maior destruição da estabilidade regional" num contexto de "recentes crises geopolíticas globais", disse Kim Yo-jong.

Os exercícios estão a decorrer "num momento crítico, quando a estrutura de segurança global está a colapsar rapidamente e as guerras estão a eclodir em diferentes partes do mundo", acrescentou a dirigente.

Kim Yo-jong atribuiu a situação às "ações imprudentes de bandidos internacionais ultrajantes", numa aparente referência aos Estados Unidos e a Israel.

A irmã do líder da Coreia do Norte condenou os ataques contra o Irão como um "ato ilegal de agressão" que revelou a natureza de Washington, que descreveu como desonesta.

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Ponto de situação
RTP /

Negociações deixam de estar na agenda da diplomacia iraniana

  • Depois de o presidente norte-americano ter agitado a ideia de que a ofensiva contra o Irão estaria "praticamente concluída", o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros veio deixar claro que as Forças Armadas do país estão preparadas para prosseguir a retaliação durante o tempo que for necessário;


  • O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, assinalou também que a via das negociações com os Estados Unidos não está, nesta fase, na agenda do regime;


  • Donald Trump descreveu a guerra como “uma excursão de curto prazo”, numa aparente inversão do discurso. Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos havia acenado com a perspetiva de várias semanas de conflito. “Já ganhámos de muitas formas, mas não ganhámos o suficiente”, ressalvou;


  • Na perspetiva da Administração Trump, a ofensiva só terminará quando Teerão deixar de dispor da capacidade em armamento para atacar alvos norte-americanos, israelita ou de aliados;


  • Donald Trump escusou-se a esclarecer se o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, é agora um alvo a abater, dizendo-se, por agora, “desapontado” com a escolha;


  • Depois das declarações do presidente dos Estados Unidos, os preços do petróleo dispararam em 20 por cento, estabelecendo um máximo de quatro anos, regressando em seguida à fasquia dos 90 dólares por barril. Face à volatilidade do mercado, Teerão recorreu à ironia para reprovar a ofensiva de que é alvo, chamando-lhe “operação erro épico”;


  • A Guarda Revolucionária do Irão garante que Teerão não vai permitir que “um litro de petróleo” seja exportado a partir da região enquanto a ofensiva israelita e norte-americana prosseguir. A Casa Branca garante que haverá ataques redobrados caso o fluxo de petróleo através do Estreito de Hormuz seja interrompido;


  • O barril de Brent, referência para Portugal, sofreu na segunda-feira a maior valorização de sempre num só dia. Aumentou 34 por cento, para mais de 119 dólares. Ao longo da tarde, o preço aliviou, mas manteve-se muito próximo dos 100 dólares por barril;


  • O gás natural registou também uma forte valorização, de quase 37 por cento. Em termos acumulados, o preço está agora 90 por cento acima dos valores registados antes do ataque ao Irão;


  • Entretanto, Israel desencadeou, já esta terça-feira, uma segunda vaga de bombardeamentos sobre o Irão, oficialmente direcionados a “alvos terroristas” na capital, Teerão;


  • Em simultâneo, as Forças de Defesa de Israel mantêm a ofensiva contra o Hezbollah, no sul do Líbano. Estes ataques já mataram, desde 2 de março, pelo menos 486 pessoas, incluindo 83 crianças, segundo as autoridades libanesas;


  • Novos ataques com mísseis e drones do Irão visaram, nas últimas horas, Israel, bases dos Estados Unidos no Médio Oriente e infraestruturas energéticas no Golfo;


  • A Síria denunciou o lançamento de artilharia pelo Hezbollah a partir do Líbano em direção ao território sírio, no meio do conflito entre Israel e o movimento xiita libanês apoiado pelo Irão;


  • Caças britânicos Typhoon intercetaram drones que se dirigiam à Jordânia e ao Bahrein, de acordo como Ministério da Defesa do Reino Unido. A Turquia indicou que as defesas da NATO abateram um míssil balístico no seu espaço aéreo, no segundo incidente do género no espaço de uma semana;


  • A Austrália concedeu asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, consideradas como traidoras no seu país após se recusarem a cantar o hino iraniano antes de um jogo;


  • Uma centena de portugueses estão na Tailândia sem saber quando e como vão regressar a Portugal. Os voos, com escala no Catar ou em Abu Dhabi, foram cancelados por causa da guerra;


  • Na segunda-feira, chegaram a Lisboa 61 passageiros num voo militar - 54 eram portugueses provenientes de Catar e Arábia Saudita. O Governo não está a planear mais voos de repatriamento, pelo menos para já. A decisão prende-se com o facto de os aeroportos já estarem a realizar alguns voos comerciais.
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Momento-Chave
RTP /

Portugueses retidos na Tailândia

Cerca de uma centena de portugueses estão na Tailândia sem saber quando e como vão regressar a Portugal.

Os voos, com escala no Catar ou em Abu Dhabi foram cancelados por causa da guerra no Médio Oriente.

Queixam-se de não estar a receber apoio das autoridades portuguesas.
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Momento-Chave
RTP /

Trump diz que conflito no Irão vai "terminar rapidamente"

O presidente dos Estados Unidos diz que a guerra contra o Irão vai "terminar rapidamente". Donald Trump discursou, na noite de segunda-feira, num retiro de congressistas republicanos onde anunciou que os EUA atingiram mais de cinco mil alvos no Irão.

O presidente norte-americano respondeu ainda às críticas dos democratas.

Insiste que o Irão se preparava para atacar primeiro.
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RTP /

Trump acredita que novo líder supremo do Irão traz "mesmos problemas"

Donald Trump admitiu que ficou "desapontado" com a escolha do novo Líder Supremo do Irão. O presidente dos Estados Unidos diz que a escolha vai "trazer os mesmos problemas".

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Momento-Chave
RTP /

Eurogrupo prepara-se para "longa instabilidade" devido ao conflito no Médio Oriente

A Zona Euro deve preparar-se "para uma longa instabilidade" provocada pela guerra no Médio Oriente. O aviso é do presidente do Eurogrupo, que diz que existem ferramentas para responder a uma possível escalada dos preços da energia.

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RTP /

Médio Oriente. Diplomacia europeia tenta travar a escalada da guerra

A guerra contra o Irão está no centro das preocupações da União Europeia.

António Costa e Ursula von der Leyen reuniram-se com dirigentes do Médio Oriente para tentar evitar uma escalada ainda maior deste conflito.

Bruxelas receia uma nova crise energética,.

Reportagem dos correspondentes Paulo Dentinho e Rui Manuel Silva
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RTP /

NATO interceta ataque iraniano dirigido à Turquia

A NATO abateu mais um míssil disparado pelo Irão contra a Turquia.

As forças iranianas atacaram ainda Israel e outros países do Golfo Pérsico.

Israel e Estados Unidos prosseguem com os bombardeamentos ao território iraniano.

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